Sindicato das Indústrias do Calçado e Vestuário de Birigüi

BIRIGÜI: A história
Birigüi foi fundada em 7 de dezembro de 1.911 por Nicolau da Silva Nunes, nascido em Portugal em 1.880 e chegado ao Brasil em 1.892.

Após estada no Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais, vai residir em Sales de Oliveira, no Estado de São Paulo.

Em novembro de 1.911, vindo de Bauru e Araçatuba, adquire na Chave (ponto de parada das locomotivas), denominada Birigüi (daí a primitiva denominação), 400 alqueires de terras. Aí se fixando, tem por primeira morada, com seus companheiros, e para se proteger dos índios caingangues, dois vagões da Estrada-de-Ferro Noroeste, obtidos em Bauru.

Um mês mais tarde, com a chegada de várias famílias, compradores de terras e agregados, começa a crescer o vilarejo, que tem Santo Ambrósio por padroeiro. Matas são derrubadas e constrói Silva Nunes a primeira casa, em área de encontro hoje das ruas Silvares, ex-Tiête, com a rua dos Fundadores. A esse tempo, três vezes por semana, um trem da Estrada de Ferro Noroeste, que lançara seus trilhos em 1.908, faz parada na Chave de Birigüi enfrentando não raro o ataque dos índios. Em 1.912, conseguida por Rondon a paz com os caingangues, é fundada pelo coronel Manoel Bento da Cruz, proprietário de 30.000 alqueires de terras entre Birigüi e Araçatuba, a Companhia de Terras, Madeiras e Colonização de São Paulo, cujo plano de povoamento se constituiria numa das principais forças do progresso do futuro município. As primeiras estradas de rodagem são abertas pela Companhia, com 700 Km de penetração. Nessa época possuía Birigüi apenas 30 ou 40 casas, quase todas de pau-a-pique. Esse número subiria a mais de 200, dois anos mais tarde, a maior parte de tijolos e cobertura de telhas, contando-se em torno de 1.000 o número de habitantes.

Em 1.913, oito anos antes da formação como município, já se delineava a planta de Birigüi, por iniciativa da Prefeitura de Bauru, de que era titular recém-eleito o coronel Manoel Bento da Cruz. Têm início as atividades agrícolas, avultando 5 ou 6 anos mais tarde a cafeicultura, bastante desenvolvida principalmente nas fazendas Água Branca e Silvares, que já possuiam 700.000 cafeeiros. Colhem-se anualmente 150 arrobas por mil pés. No auge da produção cafeeira, em 1.927, Birigüi embarca pela estação da Noroeste mais de 150.000 sacas de café, ficando a região, atrás apenas de Pirajuí e Lins.

Telégrafo e telefone se instalam pouco depois de 1.914 e 1.917 respectivamente. O progresso alcançado por Birigüi já reclamava sua emancipação política. Assim é que, em junho de 1.919, uma comissão constituída por James Mellor, Nicolau da Silva Nunes, Anor Garcia, Gentil Pinto Ferreira Coelho e Mário de Souza Campos se entrevista para tratar da questão, com o chefe político, coronel Manoel Bento da Cruz.

No ano seguinte, por indicação do diretório político de Penápolis, o Deputado Luís de Toledo Piza Sobrinho apresenta à Câmara de Deputados o projeto nº 34, propondo a criação do Município de Birigüi, determinada finalmente, em 8 de dezembro de 1.921, por Lei estadual, promulgada por Washington Luís.

Nessa época Birigüi já possuia energia elétrica, com inauguração da primeira unidade de 1.000 c.v., para iluminação também de Caingangue (Coroados), Araçatuba, Calmon, Legru e Glícério e aumento da rede de Penápolis. Pela Companhia de Força e Luz, à qual foi vendida a primitiva empresa, é instalada em 1.926 a segunda unidade de 1.000 c.v., e em 1.927 a terceira, de 2.000 c.v..
A primeira Câmara Municipal se instala a 19 de fevereiro de 1.922.